quinta-feira, 30 de maio de 2013

Proposta 3: A Infografia

A infografia jornalística foi a proposta de trabalho que exigiu mais dedicação porque é o culminar das aprendizagens feitas ao longo do semestre.
Tive especial dificuldade em dar início a este trabalho porque tive uma grande crise criativa. Apesar de ter vários temas do meu agrado, não sabia se poderiam ter interesse nem sabia se teria informação suficiente para fazer uma infografia ou, simplesmente, qual o tratamento gráfico mais atractivo tendo em conta a informação que tinha ao meu dispor.
Acabei por me decidir pelo tema «violência sexual» depois de conhecer o Project Unbreakable. A ideia era reunir informações sobre actos de violência sexual em Portugal e no mundo desde 1990, saber quem é violentado e quem violenta. Visto que só consegui reunir informações relativas a alguns anos (ex. 1994 a 1998; 2006 a 2008), acabei por desistir deste tema.
Surgiu então a ideia de fazer uma infografia jornalística sobre a banda de rock Queen. Apesar da actualidade não estar presente neste tema - é uma retrospectiva - esta infografia seria facilmente integrada numa revista como a Blitz ou a Rolling Stone tendo como base, por exemplo, o facto de, este ano, fazerem 42 anos desde que os Queen surgiram. As informações foram recolhidas dos sites dos Queen e dos UK Charts.


Para visualizar a infografia em tamanho real, clique aqui

Quanto à sua estrutura, esta infografia foi pensada para o meio online devido ao seu tamanho. A sua orientação vertical facilita a organização e visualização da informação, que é apresentada de forma hierárquica (do mais importante para o menos importante).
A infografia está dividida em cinco partes (distinguem-se devido ao degradê de amarelo): Título, A Banda, Cronologia, Música e Curiosidades. 
O título é composto pelo logótipo dos Queen.
A parte referente à banda tem algumas informações básicas sobre cada um dos seus membros, mas o que sobressai neste segmento da infografia são as ilustrações em jeito de caricatura. Nestas ilustrações tentou-se captar um traço que fosse facilmente reconhecido por quem vê a infografia, seja ele o cabelo, sobrancelhas, etc.
A cronologia é o segmento desta infografia que tem mais volume informativo e, consequentemente, ocupa um maior espaço. Apesar de se poder tornar um pouco maçadora, este género de informação torna-se importante numa infografia deste género, visto que se trata de uma retrospectiva.
A secção musical tem pouco volume informativo e por ser explorada a ideia de «top musical» utilizou-se como símbolo a medalha para estabelecer uma relação de importância entre as músicas que é facilmente perceptível pelos leitores.
As curiosidades têm algum volume de texto, que tem um papel explicativo, que é complementado pelas ilustrações. 
As escolhas gráficas feitas para esta infografia foram inspiradas pelo próprio logótipo dos Queen. Os tons de amarelo e vermelho enquadram-se na paleta de cores do logótipo da banda. No que diz respeito à tipografia, o principal objectivo seria escolher uma fonte serifada que se coadunasse com a fonte do logótipo dos Queen, sendo que a escolhida acabou por ser a Garamond. 


Porposta 3: Escolha infográfica


Esta é uma infografia sobre os Beatles. Escolhi-a por estar relacionada com uma banda musical e ter o cunho de retrospectiva.
A sua organização está muito bem conseguida. Alia texto, imagem e gráficos de forma coerente e apelativa. Há uma divisão clara nesta infografia conseguida através da imagem central a preto e branco que nos guia para quatro divisões que contêm informações sobre os Beatles. Este é o espaço que merece maior destaque na infografia. Logo abaixo conseguimos distinguir cinco divisões com informações distintas apresentadas de variadas formas. A textura utilizada como pano de fundo, em tons neutros, confere algum dinamismo à infografia. 
Esta infografia, para além de conjugar a informação de forma harmoniosa tem uma carga nostálgica considerável devido à utilização de alguns elementos gráficos que marcaram a carreira dos Beatles, tal como o Yellow Submarine e a mítica fotografia na Abbey Road.

Porposta 3: Inspiração infográfica










sexta-feira, 17 de maio de 2013

Como fazer infografias?

Artigo - Infographics: How to Strike the Elusive Balance between Data and Visualization

 

" (...) you need to ensure that the infographic acts as an informative tool and not as a visual distraction."

"You should not go for a ‘great’ visual just for the sake of it if it obscures the data in any way."

"You want to capture attention, expand it to what you want to say and make sure the reader gets something from it." 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Proposta 2: Infografia Tipográfica



A segunda proposta de trabalho consistia na realização de uma infografia tipográfica. Para tal, tivemos que escolher um artigo jornalístico. Optei, tal como referi aqui, por um artigo sobre os Beatles.


Porquê este tema?
A escolha deste artigo teve por base a afinidade que tenho por esta banda e a curiosidade de a conhecer um pouco melhor.


A ideia
Primeiramente, revelou-se importante não descurar as informações que mereciam grande destaque – o nome do artigo (Please Please Us!), o nome da banda (The Beatles), e o assunto (comemoração dos 50 anos do lançamento do primeiro álbum, Please Please Me) – e que, por isso, teriam mais importância visual.
O grande objectivo a alcançar com esta composição, tendo em conta o seu vínculo informativo, era a fácil percepção do que pretende transmitir, sem rodeios.
A reflexão sobre a melhor forma de transpor estas informações para a infografia tipográfica foi utilizar o logótipo dos Beatles e, no seu interior, fazer a composição visual. Eventualmente, o «50 anos» poderia ter maior destaque ficando fora do logótipo.
O trabalho final é o seguinte:








A fonte
A fonte escolhida para esta composição é a mesma do logótipo dos Beatles, porque é icónica e, no contexto em que se encontra, faz uma ponte entre a informação e os seus agentes.
É importante ressaltar que o logótipo dos Beatles foi criado por Ivor Arbiter e apareceu pela primeira vez na bateria de Ringo Starr, em 1963. Mais tarde a fonte foi melhorada (mais informações aqui). A fonte utilizada neste projecto tem como base o “drop-T logo” nº7.
Como só existiam as letras que compõem o logótipo dos Beatles, a Northern Fonts Ltd criou a BOOTLE. Esta é uma fonte de caixa alta regular, ou seja, é constituída unicamente por letras maiúsculas e não tem variações como negrito ou itálico.


A única letra que tem duas possíveis utilizações é o T, com a variante “drop-T”. Esta não é uma fonte indicada para texto corrido; por ser caixa alta dificulta a leitura. Um dos contras da sua utilização é não ter acentos nem alguns símbolos.

A cor
As cores escolhidas para este trabalho são o preto (letras) e o branco (fundo), inspiradas na bateria de Ringo Starr.


A alternativa que fiz à primeira proposta foi a utilização das mesmas cores mas em situações diferentes: fundo preto, letras brancas.







Proposta 2: Fotografia, análise de elementos tipográficos




A palavra Candelabro, único elemento tipográfico presente nesta fotografia, é a designação e logótipo de um café-livraria na Rua da Conceição, Porto.
Não sabendo distinguir qual a fonte utilizada neste logótipo, posso dizer que se trata do que é conhecido por Blackletter - A script style of calligraphy made with a broad-nibbed pen using vertical, curved and angled strokes. Popular from the Middle Ages through the Renaissance (and up to the 20th Century mainly in Germany)*.

Caracteriza-se por:
  •          a letra C está em uppercase e as restantes em lowercase
  •         contraste entre traço fino e traço grosso (os traços finos são a “ponte” entre os traços grossos)
  •       ascender das letras l e b terminam em “v”
  •       counter muito espaçoso
  •       terminal do A é de forma circular
  •        serifas muito marcadas e na diagonal
  •       fonte constituída por linhas rectas, exceptuando nas letras C, A e R
  •       fonte de difícil leitura


*In http://typedia.com/learn/article/blackletter/

Todos os conceitos tipográficos encontram-se em: http://typedia.com/learn/only/anatomy-of-a-typeface/

Proposta 2: Recolha Fotográfica










  



Proposta 2: Escolha do artigo







O artigo que escolhi para esta infografia tipográfica chama-se Please Please Us! e foi redigido em comemoração dos 50 anos do lançamento de Please Please Me, primeiro álbum dos Beatles.
Este artigo integra a Revista, suplemento do semanário Expresso.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Proposta 1: Trabalho final

O desenvolvimento deste projeto consistiu em algumas ideias base muito simples: captar a sonoridade da música através de formas indiquem movimento e fazer um paralelismo histórico entre o significado que o maracatu e o samba tiveram no passado e têm no presente. Após uma cuidada análise e conjugação de elementos, eis o resultado final:







Sumariamente, esta composição é constituída pelo rosto de um homem de olhar singelo e sorriso alegre; este sobrepõe-se a um conjunto de círculos que formam uma textura.

Passando a uma análise mais subjetiva da utilização/organização destes elementos na composição, inspirado nos primórdios de duas típicas danças brasileiras - que surgiram no Brasil durante a época de escravatura -, o rosto enrugado de um escravo que trabalha arduamente e vê nestas danças uma das suas escassas fontes de alegria (o seu sorriso é prova disso) - este homem,o escravo, é a imagem do passado do maracatu e do samba. O fundo, uma textura formada por círculos, representa o presente destas danças, visto que as cores fortes e os motivos circulares são frequentemente utilizados nos nos trajes dos desfiles feitos por quem se dedica a estas artes - paralelismo passado/presente. O fundo representa, igualmente, o movimento e animação transmitidos pela sonoridade da música.

Quanto à existência de elementos de comunicação visual, é possível destacar: a forma - os círculos do cabelo e do fundo e as formas irregulares da cara, orelhas, pescoço, lábios, dentes e sobrancelhas; a cor - se o centro da composição tem, predominantemente, tons neutros, como os castanhos,  o fundo é repleto de cores vibrantes; a linha - essencialmente curva, encontra-se exclusivamente no rosto; a textura - visível no cabelo,lábios e background; direção - sendo que as formas são sobretudo circulares, a direção é curva e está associada à abrangência, à repetição e à calidez; textura - evidenciada no cabelo (que faz a interseção entre a background e o rosto) e no fundo constituído por círculos.

Quanto às técnicas de comunicação visual presentes nesta composição, podemos inumerar as seguintes: equilíbrio, assimetria, regularidade, simplicidade, unidade, economia, exagero, previsibilidade, atividade, ousadia, ênfase, transparência, variação, profundidade, justaposição, acaso, agudeza, episocidade.







Proposta 1: Decomposição fotográfica

Com base na obra “Sintaxe da Linguagem Visual”, de D. A. Dondis (aqui), foi feita a decomposição de uma fotografia em conformidade com os elementos e técnicas de comunicação visual que a constituem.


Típico azulejo português

Os elementos de comunicação visual são:


Linha: Quando os pontos estão tão próximos entre si que se torna impossível identificá-los individualmente, aumenta a sensação de direcção, e a cadeia de  pontos transforma-se noutro elemento visual distintivo: a linha.
A linha nunca é estática. Pode assumir formas muito diversas: pode ser muito imprecisa e indisciplinada; delicada e ondulada; nítida e grosseira; hesitante, indecisa e inquiridora.  
Nesta imagem, a linha pode ser encontrada como divisão (ilusória) entre os azulejos e como contorno de todas as formas representadas nos azulejos.

Forma: A linha descreve uma forma. Existem três formas básicas: o quadrado, o círculo e o triângulo equilátero. A partir de combinações e variações infinitas destas três formas básicas, derivam todas as formas físicas da natureza e da imaginação humana.
Nesta imagem identifica-se facilmente uma forma básica: o círculo – neste caso, quatro círculos intersecionados formam uma “flor”. Todas as outras formas são resultado de combinações de círculos, quadrados e triângulos equiláteros.

Direção: Todas as formas básicas expressam três direcções visuais básicas esignificativas: o quadrado, a horizontal e a vertical; o triângulo, a diagona; o círculo, a curva. Cada uma das direcções visuais tem um forte significado associativo e é um valioso instrumento para a criação de mensagens visuais.
Nesta imagem, a direção existente é a curva e, tal como D. A. Dondis refere, as forças direcionais curvas têm significados associados à abrangência, à repetição e à calidez.

Tom: As variações de luz ou de tom são os meios pelos quais distinguimos oticamente a complexidade da informação visual do ambiente. Por outras palavras, vemos o que é escuro porque está próximo ou se sobrepõe ao claro.
Neste caso, conseguimos identificar a existência de círculos graças à linha azul que delimita o fundo branco.

Cor: Enquanto o tom está associado a questões de sobrevivência, sendo portanto essencial para o organismo humano, a cor  tem maiores afinidades com as emoções.
Azul e branco são as cores presentes nesta composição.

Textura: A textura relaciona-se com a composição de uma substância através de variações mínimas na superfície do material. É possível reconhecê-la através do tato ou da visão, ou ainda mediante uma combinação de ambas. Onde há uma textura real, as qualidades táteis e óticas coexistem.
Nesta imagem é possível considerar a existência de uma textura real: ótica através das linhas dos azulejos e tátil devido ao relevo criado através das várias camadas de tinta.

                                                                ...

As técnicas de comunicação visual são:

Equilíbrio: O equilíbrio é uma estratégia de design em que existe um centro de suspensão a meio caminho entre dois pesos.

Simetria: Simetria é equilíbrio axial. É uma formulação visual totalmente resolvida, em que cada unidade situada de um lado de uma linha central é rigorosamente repetida do outro lado.

Regularidade: no design, constitui o favorecimento da uniformidade dos elementos e o desenvolvimento de uma ordem baseada em algum princípio ou método constante e invariável.

Simplicidade: técnica visual que envolve a imediatez e a uniformidade da forma elementar, livre de complicações ou elaborações secundárias.

Unidade: A unidade é um equilíbrio adequado de elementos diversos em uma totalidade que se percebe visualmente. A junção de muitas unidades deve harmonizar-se de modo tão completo que passe a ser vista e considerada como uma única coisa.

Profusão: A profusão é carregada em direção a acréscimos discursivos infinitamente detalhados a um design básico, os quais, em termos ideais, atenuam e embelezam através da ornamentação. A profusão é uma técnica de enriquecimento visual associada ao poder e à riqueza.

Exagero: Para ser visualmente eficaz, o exagero deve recorrer a um relato profuso e extravagante.

Previsibilidade: A previsibilidade sugere, enquanto técnica visual, alguma ordem ou plano extremamente convencional.

Estase: A postura enérgica e estimulante de uma técnica visual ativa vê-se profundamente modificada na força imóvel da técnica de representação estática, a qual, através do equilíbrio absoluto, apresenta um efeito de repouso e tranquilidade.

Subtileza: Numa mensagem visual, a subtileza é a técnica que escolheríamos para estabelecer uma distinção apurada, que fugisse a toda obviedade e firmeza de propósito. Embora a subtileza sugira uma abordagem visual delicada e de extremo requinte, deve ser criteriosamente concebida para que as soluções encontradas sejam hábeis e inventivas.


Estabilidade: é a técnica que expressa a compatibilidade visual e desenvolve uma composição dominada por uma abordagem temática uniforme e coerente.

Planura: é regida pela ausência de perspetiva.
Justaposição: exprime a interação de estímulos visuais, colocando duas sugestões lado a lado e ativando a comparação das relações que se estabelecem entre elas.

Sequência: No design, uma ordenação sequencial baseia-se na resposta compositiva a um projeto de representação que se dispõe numa ordem lógica. Em geral, envolve uma série de coisas dispostas segundo um padrão rítmico.

Agudeza: A agudeza, como técnica visual, está estreitamente ligada à clareza do estado físico e à clareza de expressão. Através da precisão e do uso de contornos rígidos, o efeito final é claro e fácil de interpretar.

Repetição: A repetição corresponde às conexões visuais ininterruptas que têm importância especial em qualquer manifestação visual unificada.


Proposta 1: Recolha fotográfica

As fotografias que integram esta recolha fotográfica foram captadas (quase) aleatoriamente em diversos locais de Gaia e Porto.







Proposta 1: Conceito


A sonoridade da música "Mas que Nada” é, sem dúvida, o seu maior “atrativo”. Fresca e alegre, remete-nos para conceitos como animação, cor e movimento. Atentando também na letra da música, deparamo-nos com os termos maracatu e samba, duas danças típicas brasileiras.
O objetivo desta proposta de trabalho é conciliar o ritmo frenético da música com a história das danças supracitadas, fazendo um paralelismo entre o que foram no passado e o que são no presente.

Proposta 1: Escolha musical


Mas que Nada é uma música da autoria de Jorge Ben Jor. 
Integra o álbum Samba Esquema Novo, de 1963.
Tornou-se numa das músicas mais afamadas deste artista brasileiro.
Esta música foi regravada por inúmeros artistas, entre eles Sérgio Mendes e Ella Fitzgerald.