segunda-feira, 18 de março de 2013

Proposta 1: Trabalho final

O desenvolvimento deste projeto consistiu em algumas ideias base muito simples: captar a sonoridade da música através de formas indiquem movimento e fazer um paralelismo histórico entre o significado que o maracatu e o samba tiveram no passado e têm no presente. Após uma cuidada análise e conjugação de elementos, eis o resultado final:







Sumariamente, esta composição é constituída pelo rosto de um homem de olhar singelo e sorriso alegre; este sobrepõe-se a um conjunto de círculos que formam uma textura.

Passando a uma análise mais subjetiva da utilização/organização destes elementos na composição, inspirado nos primórdios de duas típicas danças brasileiras - que surgiram no Brasil durante a época de escravatura -, o rosto enrugado de um escravo que trabalha arduamente e vê nestas danças uma das suas escassas fontes de alegria (o seu sorriso é prova disso) - este homem,o escravo, é a imagem do passado do maracatu e do samba. O fundo, uma textura formada por círculos, representa o presente destas danças, visto que as cores fortes e os motivos circulares são frequentemente utilizados nos nos trajes dos desfiles feitos por quem se dedica a estas artes - paralelismo passado/presente. O fundo representa, igualmente, o movimento e animação transmitidos pela sonoridade da música.

Quanto à existência de elementos de comunicação visual, é possível destacar: a forma - os círculos do cabelo e do fundo e as formas irregulares da cara, orelhas, pescoço, lábios, dentes e sobrancelhas; a cor - se o centro da composição tem, predominantemente, tons neutros, como os castanhos,  o fundo é repleto de cores vibrantes; a linha - essencialmente curva, encontra-se exclusivamente no rosto; a textura - visível no cabelo,lábios e background; direção - sendo que as formas são sobretudo circulares, a direção é curva e está associada à abrangência, à repetição e à calidez; textura - evidenciada no cabelo (que faz a interseção entre a background e o rosto) e no fundo constituído por círculos.

Quanto às técnicas de comunicação visual presentes nesta composição, podemos inumerar as seguintes: equilíbrio, assimetria, regularidade, simplicidade, unidade, economia, exagero, previsibilidade, atividade, ousadia, ênfase, transparência, variação, profundidade, justaposição, acaso, agudeza, episocidade.







Proposta 1: Decomposição fotográfica

Com base na obra “Sintaxe da Linguagem Visual”, de D. A. Dondis (aqui), foi feita a decomposição de uma fotografia em conformidade com os elementos e técnicas de comunicação visual que a constituem.


Típico azulejo português

Os elementos de comunicação visual são:


Linha: Quando os pontos estão tão próximos entre si que se torna impossível identificá-los individualmente, aumenta a sensação de direcção, e a cadeia de  pontos transforma-se noutro elemento visual distintivo: a linha.
A linha nunca é estática. Pode assumir formas muito diversas: pode ser muito imprecisa e indisciplinada; delicada e ondulada; nítida e grosseira; hesitante, indecisa e inquiridora.  
Nesta imagem, a linha pode ser encontrada como divisão (ilusória) entre os azulejos e como contorno de todas as formas representadas nos azulejos.

Forma: A linha descreve uma forma. Existem três formas básicas: o quadrado, o círculo e o triângulo equilátero. A partir de combinações e variações infinitas destas três formas básicas, derivam todas as formas físicas da natureza e da imaginação humana.
Nesta imagem identifica-se facilmente uma forma básica: o círculo – neste caso, quatro círculos intersecionados formam uma “flor”. Todas as outras formas são resultado de combinações de círculos, quadrados e triângulos equiláteros.

Direção: Todas as formas básicas expressam três direcções visuais básicas esignificativas: o quadrado, a horizontal e a vertical; o triângulo, a diagona; o círculo, a curva. Cada uma das direcções visuais tem um forte significado associativo e é um valioso instrumento para a criação de mensagens visuais.
Nesta imagem, a direção existente é a curva e, tal como D. A. Dondis refere, as forças direcionais curvas têm significados associados à abrangência, à repetição e à calidez.

Tom: As variações de luz ou de tom são os meios pelos quais distinguimos oticamente a complexidade da informação visual do ambiente. Por outras palavras, vemos o que é escuro porque está próximo ou se sobrepõe ao claro.
Neste caso, conseguimos identificar a existência de círculos graças à linha azul que delimita o fundo branco.

Cor: Enquanto o tom está associado a questões de sobrevivência, sendo portanto essencial para o organismo humano, a cor  tem maiores afinidades com as emoções.
Azul e branco são as cores presentes nesta composição.

Textura: A textura relaciona-se com a composição de uma substância através de variações mínimas na superfície do material. É possível reconhecê-la através do tato ou da visão, ou ainda mediante uma combinação de ambas. Onde há uma textura real, as qualidades táteis e óticas coexistem.
Nesta imagem é possível considerar a existência de uma textura real: ótica através das linhas dos azulejos e tátil devido ao relevo criado através das várias camadas de tinta.

                                                                ...

As técnicas de comunicação visual são:

Equilíbrio: O equilíbrio é uma estratégia de design em que existe um centro de suspensão a meio caminho entre dois pesos.

Simetria: Simetria é equilíbrio axial. É uma formulação visual totalmente resolvida, em que cada unidade situada de um lado de uma linha central é rigorosamente repetida do outro lado.

Regularidade: no design, constitui o favorecimento da uniformidade dos elementos e o desenvolvimento de uma ordem baseada em algum princípio ou método constante e invariável.

Simplicidade: técnica visual que envolve a imediatez e a uniformidade da forma elementar, livre de complicações ou elaborações secundárias.

Unidade: A unidade é um equilíbrio adequado de elementos diversos em uma totalidade que se percebe visualmente. A junção de muitas unidades deve harmonizar-se de modo tão completo que passe a ser vista e considerada como uma única coisa.

Profusão: A profusão é carregada em direção a acréscimos discursivos infinitamente detalhados a um design básico, os quais, em termos ideais, atenuam e embelezam através da ornamentação. A profusão é uma técnica de enriquecimento visual associada ao poder e à riqueza.

Exagero: Para ser visualmente eficaz, o exagero deve recorrer a um relato profuso e extravagante.

Previsibilidade: A previsibilidade sugere, enquanto técnica visual, alguma ordem ou plano extremamente convencional.

Estase: A postura enérgica e estimulante de uma técnica visual ativa vê-se profundamente modificada na força imóvel da técnica de representação estática, a qual, através do equilíbrio absoluto, apresenta um efeito de repouso e tranquilidade.

Subtileza: Numa mensagem visual, a subtileza é a técnica que escolheríamos para estabelecer uma distinção apurada, que fugisse a toda obviedade e firmeza de propósito. Embora a subtileza sugira uma abordagem visual delicada e de extremo requinte, deve ser criteriosamente concebida para que as soluções encontradas sejam hábeis e inventivas.


Estabilidade: é a técnica que expressa a compatibilidade visual e desenvolve uma composição dominada por uma abordagem temática uniforme e coerente.

Planura: é regida pela ausência de perspetiva.
Justaposição: exprime a interação de estímulos visuais, colocando duas sugestões lado a lado e ativando a comparação das relações que se estabelecem entre elas.

Sequência: No design, uma ordenação sequencial baseia-se na resposta compositiva a um projeto de representação que se dispõe numa ordem lógica. Em geral, envolve uma série de coisas dispostas segundo um padrão rítmico.

Agudeza: A agudeza, como técnica visual, está estreitamente ligada à clareza do estado físico e à clareza de expressão. Através da precisão e do uso de contornos rígidos, o efeito final é claro e fácil de interpretar.

Repetição: A repetição corresponde às conexões visuais ininterruptas que têm importância especial em qualquer manifestação visual unificada.


Proposta 1: Recolha fotográfica

As fotografias que integram esta recolha fotográfica foram captadas (quase) aleatoriamente em diversos locais de Gaia e Porto.







Proposta 1: Conceito


A sonoridade da música "Mas que Nada” é, sem dúvida, o seu maior “atrativo”. Fresca e alegre, remete-nos para conceitos como animação, cor e movimento. Atentando também na letra da música, deparamo-nos com os termos maracatu e samba, duas danças típicas brasileiras.
O objetivo desta proposta de trabalho é conciliar o ritmo frenético da música com a história das danças supracitadas, fazendo um paralelismo entre o que foram no passado e o que são no presente.

Proposta 1: Escolha musical


Mas que Nada é uma música da autoria de Jorge Ben Jor. 
Integra o álbum Samba Esquema Novo, de 1963.
Tornou-se numa das músicas mais afamadas deste artista brasileiro.
Esta música foi regravada por inúmeros artistas, entre eles Sérgio Mendes e Ella Fitzgerald.