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| Típico azulejo português |
Os elementos de comunicação visual são:
Linha: Quando os
pontos estão tão próximos entre si que se torna impossível identificá-los individualmente, aumenta a sensação de direcção,
e a cadeia de pontos transforma-se
noutro elemento visual distintivo: a linha.
A linha nunca é estática. Pode
assumir formas muito diversas: pode ser muito imprecisa e indisciplinada;
delicada e ondulada; nítida e grosseira; hesitante, indecisa e inquiridora.
Nesta imagem, a linha pode ser
encontrada como divisão (ilusória) entre os azulejos e como contorno de todas
as formas representadas nos azulejos.
Forma: A linha descreve uma forma. Existem três formas básicas: o quadrado, o
círculo e o triângulo equilátero. A partir de combinações e variações infinitas
destas três formas básicas, derivam todas as formas físicas da natureza e da
imaginação humana.
Nesta imagem
identifica-se facilmente uma forma básica: o círculo – neste caso, quatro
círculos intersecionados formam uma “flor”. Todas as outras formas são
resultado de combinações de círculos, quadrados e triângulos equiláteros.
Direção: Todas as formas básicas expressam três direcções visuais básicas
esignificativas: o quadrado, a horizontal e a vertical; o triângulo, a diagona;
o
círculo, a curva. Cada uma das direcções visuais tem um forte significado
associativo e é um valioso instrumento para a criação de mensagens visuais.
Nesta imagem, a direção existente é a curva e, tal como D. A. Dondis
refere, as forças direcionais curvas têm significados associados à abrangência,
à repetição e à calidez.
Tom: As variações de luz ou de tom são os meios pelos quais distinguimos
oticamente a complexidade da informação visual do ambiente. Por outras
palavras, vemos o que é escuro porque está próximo ou se sobrepõe ao claro.
Neste caso, conseguimos identificar a existência de círculos graças à
linha azul que delimita o fundo branco.
Cor: Enquanto o tom está associado a questões de sobrevivência, sendo
portanto essencial para o organismo humano, a cor tem maiores afinidades com as emoções.
Textura: A textura relaciona-se com a composição de uma substância através de
variações mínimas na superfície do material. É possível reconhecê-la através do
tato ou da visão, ou ainda mediante uma combinação de ambas. Onde há uma
textura real, as qualidades táteis e óticas coexistem.
Nesta imagem é possível considerar a existência de uma textura real:
ótica através das linhas dos azulejos e tátil devido ao relevo criado através
das várias camadas de tinta.
...
As técnicas de comunicação visual são:
Equilíbrio: O equilíbrio é uma estratégia de design em que existe um centro de suspensão
a meio caminho entre dois pesos.
Simetria: Simetria é equilíbrio axial. É uma
formulação visual totalmente resolvida, em que cada unidade situada de um lado
de uma linha central é rigorosamente repetida do outro lado.
Regularidade: no design, constitui o favorecimento da
uniformidade dos elementos e o desenvolvimento de uma ordem baseada em algum
princípio ou método constante e invariável.
Simplicidade: técnica visual
que envolve a imediatez e a uniformidade da forma elementar, livre de
complicações ou elaborações secundárias.
Unidade: A unidade é um equilíbrio adequado de
elementos diversos em uma totalidade que se percebe visualmente. A junção de
muitas unidades deve harmonizar-se de modo tão completo que passe a ser vista e
considerada como uma única coisa.
Profusão: A profusão é carregada em direção a
acréscimos discursivos infinitamente detalhados a um design básico, os quais,
em termos ideais, atenuam e embelezam através da ornamentação. A profusão é uma
técnica de enriquecimento visual associada ao poder e à riqueza.
Exagero: Para ser visualmente eficaz, o
exagero deve recorrer a um relato profuso e extravagante.
Previsibilidade: A
previsibilidade sugere, enquanto técnica visual, alguma ordem ou plano extremamente
convencional.
Estase: A postura enérgica e estimulante de
uma técnica visual ativa vê-se profundamente modificada na força imóvel da técnica
de representação estática, a qual, através do equilíbrio absoluto, apresenta um
efeito de repouso e tranquilidade.
Subtileza: Numa mensagem
visual, a subtileza é a técnica que escolheríamos para estabelecer uma distinção
apurada, que fugisse a toda obviedade e firmeza de propósito. Embora a subtileza
sugira uma abordagem visual delicada e de extremo requinte, deve ser
criteriosamente concebida para que as soluções encontradas sejam hábeis e
inventivas.
Estabilidade: é a técnica que
expressa a compatibilidade visual e desenvolve uma composição dominada por uma
abordagem temática uniforme e coerente.
Planura: é regida pela ausência de perspetiva.
Justaposição: exprime a
interação de estímulos visuais, colocando duas sugestões lado a lado e ativando
a comparação das relações que se estabelecem entre elas.
Sequência: No design, uma ordenação sequencial baseia-se na resposta compositiva
a um projeto de representação que se dispõe numa ordem lógica. Em geral,
envolve uma série de coisas dispostas segundo um padrão rítmico.
Agudeza: A agudeza, como técnica visual, está
estreitamente ligada à clareza do estado físico e à clareza de expressão.
Através da precisão e do uso de contornos rígidos, o efeito final é claro e
fácil de interpretar.
Repetição: A repetição corresponde às conexões
visuais ininterruptas que têm importância especial em qualquer manifestação
visual unificada.

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